Campo Grande, 22 de junho de 2026

Mato Grosso do Sul bate recorde e supera 14 milhões de toneladas de milho

Mato Grosso do Sul alcançou um marco histórico na produção de milho, superando 14,2 milhões de toneladas, de acordo com dados do Projeto SIGA-MS divulgados em 2 de setembro. O resultado representa crescimento de 68,2% em relação à safra anterior e supera a projeção inicial, que era de 10,1 milhões de toneladas.

Mesmo com a área cultivada praticamente estável, em 2,1 milhões de hectares, a produtividade média saltou para 112,7 sacas por hectare, um avanço de 68,1% frente ao ciclo passado. O desempenho foi atribuído a fatores como condições climáticas favoráveis em fases críticas, janela de plantio adequada, avanços tecnológicos e boas práticas de manejo adotadas pelos produtores.

A maior parte da semeadura ocorreu entre fevereiro e março, o que favoreceu o desenvolvimento das lavouras em abril, período marcado por chuvas regulares. Segundo o boletim, 78,1% das áreas foram classificadas como “boas”, 15,3% como “regulares” e 6,6% como “ruins”.

O secretário estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Jaime Verruck, destacou que o recorde fortalece o mercado interno e a capacidade de exportação. “Superamos os 14 milhões de toneladas do grão. Isso é importante pois temos uma elevada demanda interna, atração de investimentos no etanol de milho e crescimento do setor de proteína animal. O Estado tem condições de abastecer as indústrias locais e ainda exportar para estados como Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná”, afirmou.

Ele ressaltou também que o milho ocupou cerca de 45% da área antes destinada à soja, abrindo espaço para diversificação de culturas e novos investimentos em bioenergia.

O analista de economia da Famasul, Jean Américo, avaliou que o avanço projeta impactos positivos sobre a renda agrícola, a rentabilidade dos produtores e a competitividade do agronegócio sul-mato-grossense. Segundo ele, a oferta reforça o papel estratégico do Estado no abastecimento nacional e internacional.

Produtividades mais altas (sacas por hectare):

Chapadão do Sul – 173,3 sc/ha

Alcinópolis – 160,0 sc/ha

Sonora – 152,5 sc/ha

São Gabriel do Oeste – 147,1 sc/ha

Brasilândia – 145,8 sc/ha

Produtividades mais baixas (sacas por hectare):

Ivinhema – 57,8 sc/ha

Rochedo – 50,7 sc/ha

Aparecida do Taboado – 35,0 sc/ha

Nova Andradina – 31,0 sc/ha

Aquidauana – 19,1 sc/ha

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