Campo Grande, 22 de junho de 2026

Mato Grosso do Sul soma mais de 13 mil casos prováveis de dengue em 2025

Mato Grosso do Sul já registrou 13.493 casos prováveis de dengue, sendo 8.237 confirmações desde o início de 2025, segundo o boletim epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde (SES) divulgado nesta quinta-feira (23). O documento aponta ainda 18 mortes confirmadas e 7 em investigação.

As cidades de Inocência, Nioaque e Maracaju registraram baixa incidência nas últimas duas semanas, mas os óbitos confirmados ocorreram em 15 municípios, entre eles Aparecida do Taboado, Dourados, Ponta Porã, Coxim, Miranda e Campo Grande. Sete das vítimas apresentavam comorbidades.

Nos municípios onde a Rádio Jota FM mantém emissoras, o cenário segue de atenção. Ivinhema é o município com maior número de casos no Estado, com 579 confirmações. Em Selvíria, há 294 registros, o que representa a terceira maior incidência proporcional de Mato Grosso do Sul. Aparecida do Taboado contabiliza 269 casos e uma morte, de um homem de 24 anos, ocorrida em junho.

Outros municípios da rede também apresentam índices preocupantes. Caarapó soma 178 casos de dengue e 206 de chikungunya; Cassilândia tem 150 e 7, respectivamente; Deodápolis, 61 e 34; Glória de Dourados, 75 e 649, com uma morte por chikungunya de uma mulher de 70 anos, registrada em abril; e Sidrolândia, 89 e 65, com uma morte de mulher idosa. Já Coronel Sapucaia é o município com menor incidência entre as emissoras da Jota FM, com 10 casos de dengue e 7 de chikungunya.

Além da dengue, a chikungunya também preocupa as autoridades. O Estado já contabiliza 13.622 casos prováveis, sendo 7.482 confirmados, incluindo 74 gestantes infectadas. Foram registradas 16 mortes, em municípios como Vicentina, Fátima do Sul, Dourados, Sidrolândia e Glória de Dourados — a maioria entre pessoas com comorbidades.

A vacinação contra a dengue avança de forma gradual. Até agora, 188.875 doses foram aplicadas em Mato Grosso do Sul, de um total de 241.030 recebidas do Ministério da Saúde. O público-alvo é formado por crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, faixa etária que concentra o maior número de hospitalizações.

A SES reforça que a população deve evitar a automedicação e procurar unidades de saúde ao surgirem sintomas como febre alta, dor muscular e manchas vermelhas no corpo. O órgão também alerta para a eliminação de criadouros do mosquito Aedes aegypti, principal vetor da dengue e da chikungunya.

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