Mato Grosso do Sul já registrou 13.493 casos prováveis de dengue, sendo 8.237 confirmações desde o início de 2025, segundo o boletim epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde (SES) divulgado nesta quinta-feira (23). O documento aponta ainda 18 mortes confirmadas e 7 em investigação.
As cidades de Inocência, Nioaque e Maracaju registraram baixa incidência nas últimas duas semanas, mas os óbitos confirmados ocorreram em 15 municípios, entre eles Aparecida do Taboado, Dourados, Ponta Porã, Coxim, Miranda e Campo Grande. Sete das vítimas apresentavam comorbidades.
Nos municípios onde a Rádio Jota FM mantém emissoras, o cenário segue de atenção. Ivinhema é o município com maior número de casos no Estado, com 579 confirmações. Em Selvíria, há 294 registros, o que representa a terceira maior incidência proporcional de Mato Grosso do Sul. Aparecida do Taboado contabiliza 269 casos e uma morte, de um homem de 24 anos, ocorrida em junho.
Outros municípios da rede também apresentam índices preocupantes. Caarapó soma 178 casos de dengue e 206 de chikungunya; Cassilândia tem 150 e 7, respectivamente; Deodápolis, 61 e 34; Glória de Dourados, 75 e 649, com uma morte por chikungunya de uma mulher de 70 anos, registrada em abril; e Sidrolândia, 89 e 65, com uma morte de mulher idosa. Já Coronel Sapucaia é o município com menor incidência entre as emissoras da Jota FM, com 10 casos de dengue e 7 de chikungunya.
Além da dengue, a chikungunya também preocupa as autoridades. O Estado já contabiliza 13.622 casos prováveis, sendo 7.482 confirmados, incluindo 74 gestantes infectadas. Foram registradas 16 mortes, em municípios como Vicentina, Fátima do Sul, Dourados, Sidrolândia e Glória de Dourados — a maioria entre pessoas com comorbidades.
A vacinação contra a dengue avança de forma gradual. Até agora, 188.875 doses foram aplicadas em Mato Grosso do Sul, de um total de 241.030 recebidas do Ministério da Saúde. O público-alvo é formado por crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, faixa etária que concentra o maior número de hospitalizações.
A SES reforça que a população deve evitar a automedicação e procurar unidades de saúde ao surgirem sintomas como febre alta, dor muscular e manchas vermelhas no corpo. O órgão também alerta para a eliminação de criadouros do mosquito Aedes aegypti, principal vetor da dengue e da chikungunya.







