Campo Grande, 4 de junho de 2026

Pressão aumenta sobre Davi Alcolumbre para instalação da CPI do Banco Master no Senado

O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), passou a ser alvo de fortes cobranças políticas após o pedido de criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Banco Master atingir 42 assinaturas nesta segunda-feira (19). A iniciativa busca investigar indícios de irregularidades e possíveis fraudes envolvendo a atuação de operadores ligados à instituição financeira.

O requerimento foi apresentado pelo senador Eduardo Girão (Novo-CE) e superou com folga o número mínimo exigido para a abertura de uma CPI no Senado, que corresponde a um terço da Casa, ou seja, 25 assinaturas.

Com o avanço da proposta, cresce a pressão sobre Alcolumbre, que já mantém em sua pauta um pedido de criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) sobre o mesmo tema. Segundo informações do jornal O Estado de S. Paulo, essa CPMI já conta com o número necessário de assinaturas previsto em lei, mas ainda aguarda os trâmites regimentais para avançar.

A principal diferença entre as duas iniciativas está no rito de instalação. Enquanto a CPI exclusiva do Senado depende apenas de decisão interna da Casa, a CPMI exige a leitura formal do requerimento durante uma sessão conjunta do Congresso Nacional, que reúne deputados federais e senadores sob a presidência de Davi Alcolumbre.

Nos bastidores, parlamentares defendem celeridade no processo e maior transparência diante das denúncias que envolvem o sistema financeiro, alegando que o caso possui relevância nacional e impacto direto sobre investidores e instituições afetadas.

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