Campo Grande, 4 de junho de 2026

Quais as consequências práticas de enquadrar PCC e CV como terroristas? Entenda

Especialistas veem risco à soberania e ao sistema financeiro após EUA enquadrarem facções como terroristas

O anúncio feito pelo governo dos Estados Unidos nesta quinta-feira (28), indicando que vai enquadrar como organizações terroristas internacionais as duas maiores facções criminosas brasileiras — PCC (Primeiro Comando da Capital) e CV (Comando Vermelho) — foi recebido com preocupação por especialistas.

Eles manifestam receio, sobretudo em relação à insegurança jurídica e a possíveis impactos no mercado financeiro, uma vez que operações recentes apontam, por exemplo, o elo do PCC com a economia formal. Os pesquisadores afirmam ainda que a decisão pode comprometer a soberania nacional e, na prática, até mesmo dificultar a troca de informações entre os países.

De acordo com o governo americano, a medida, tomada à revelia do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e após a visita do pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) aos EUA, será efetivada no dia 5 de junho. Procurado, o Itamaraty ainda não se manifestou até a última atualização desta reportagem.

“Quem deveria estar mais preocupado agora, neste momento, é o sistema bancário”, afirma Mauricio Dieter, professor de Direito Penal e Criminologia da Faculdade de Direito da USP (Universidade de São Paulo).

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