Em Aparecida do Taboado, representantes da sociedade civil e integrantes do SOS Rio Paraná voltaram a cobrar transparência e participação popular nas decisões relacionadas ao saneamento básico do município. Segundo eles, há 13 anos a cidade convive com indefinições sobre a concessão do serviço, enquanto o contrato com a empresa Sena Sul segue sem investimentos concretos há cinco anos.
O Executivo chegou a apresentar propostas em 2020, mas, de acordo com críticas, mudou sua postura após assumir a gestão. De lá para cá, o município não avançou na licitação e manteve contratos prorrogados de forma sucessiva. “É inimaginável um contrato de um ano ser renovado seis vezes”, destacou um dos entrevistados.
O ponto central da discussão está no plano municipal de saneamento básico, aprovado pela Câmara em dezembro de 2023 em sessão extraordinária, sem amplo debate. Para os representantes da sociedade civil, o documento não atende aos anseios da cidade e, da forma como está, pode resultar em um contrato de 30 anos prejudicial ao município.
Outro ponto considerado grave é o emissário de esgoto localizado próximo à orla, em área inadequada para o despejo. Segundo eles, o rio não possui correnteza suficiente para diluir os dejetos, o que gera risco de contaminação. Apesar das reivindicações, o Executivo não abriu negociação para mudar o local.
A crítica maior recai sobre a falta de transparência. O edital de licitação, etapa seguinte ao plano, ainda não foi publicado, o que mantém a cidade em situação indefinida. “É preciso vontade política do prefeito. Está tudo parado no meio do caminho”, afirmam.
Isabel Minza destacou que o tema envolve diretamente a saúde pública e o futuro da cidade. “Se não houver uma cidade preocupada com água potável e tratamento de esgoto, teremos problemas sérios de planejamento urbano e também no campo. Isso impacta a saúde da população por décadas”, alertou.
Além do aspecto técnico, ela reforçou a necessidade de educação ambiental, especialmente entre os jovens, como forma de preparar futuras lideranças para lidar com as pautas do meio ambiente e do consumo consciente.
Os representantes do SOS Rio Paraná afirmaram que pretendem buscar novamente a Câmara para debater o plano e pediram engajamento da população. “Será um contrato de 30 anos. Vai afetar a vida de cada morador de Aparecida do Taboado. É hora de todos assumirem essa responsabilidade junto conosco”, concluíram.







