O agronegócio segue como a principal força econômica de Mato Grosso do Sul em 2026. Com previsão de safra recorde e crescimento nas exportações, o setor movimenta bilhões de reais e mantém o Estado entre os maiores produtores do país. No entanto, produtores rurais enfrentam um cenário de preocupação devido ao aumento constante dos combustíveis, fertilizantes, suplementos minerais e demais insumos utilizados no campo.
A produção de soja continua liderando a economia sul-mato-grossense, seguida pela pecuária bovina e pela expansão do milho, que ganha cada vez mais espaço na fabricação de etanol e ração animal. O bom desempenho da safra fortalece cooperativas, frigoríficos, transportadoras e diversos segmentos ligados ao agro.
Mesmo com os números positivos, agricultores e pecuaristas relatam dificuldades para manter os custos de produção sob controle. O diesel, essencial para tratores, colheitadeiras e transporte da safra, registrou forte aumento nos últimos meses, elevando significativamente as despesas no campo.
Segundo produtores, o impacto é sentido desde o preparo do solo até o escoamento da produção. O transporte de grãos para portos e centros consumidores também ficou mais caro, reduzindo a margem de lucro principalmente dos pequenos e médios produtores.
Outro fator que preocupa o setor é o aumento dos fertilizantes e suplementos utilizados na agricultura e pecuária. Muitos produtos dependem diretamente do mercado internacional e do custo do petróleo, o que acaba refletindo nos preços pagos pelo produtor rural.
Na pecuária, os suplementos minerais, rações e produtos nutricionais tiveram reajustes consideráveis, pressionando confinamentos, produção leiteira e criadores de gado de corte. Já na agricultura, o encarecimento dos fertilizantes impacta diretamente o planejamento da próxima safra.
Especialistas avaliam que, apesar das dificuldades, Mato Grosso do Sul mantém posição estratégica no agronegócio brasileiro graças à produtividade das lavouras, ao avanço tecnológico e à força do setor exportador. No entanto, entidades rurais defendem medidas para reduzir os custos logísticos, ampliar linhas de crédito e criar políticas de apoio ao produtor diante das oscilações do mercado.
O cenário atual mostra um agronegócio forte e em expansão, mas que precisa enfrentar desafios econômicos importantes para continuar sustentando o crescimento da economia estadual e garantindo competitividade no mercado nacional e internacional.







