Campo Grande, 22 de junho de 2026

Simpósio na Capital discute acesso universal e humanização nos cuidados paliativos

Profissionais da saúde, estudantes e especialistas participam neste sábado (1º), em Campo Grande, do 3º Simpósio de Cuidados Paliativos, promovido pela Fundação Miguel Couto – Ensino, Pesquisa e Extensão, com apoio da Unimed Campo Grande. O encontro, realizado na Faculdade Insted, tem como tema “Cumprindo a promessa: acesso universal dos cuidados paliativos”, em sintonia com a campanha mundial de 2025.

A coordenadora de Serviços de Cuidados Paliativos da Unimed Campo Grande, Camila Natera, destacou que o evento tem o objetivo de ampliar a compreensão sobre o tema.

“A gente atua divulgando e conversando com muitos médicos e pacientes, e o evento como esse é para atingir também os pacientes, disseminando a ideia do cuidado paliativo e o quanto isso pode agregar ao tratamento e à qualidade de vida”, afirmou.

O médico Rodrigo Paulino, palestrante do simpósio, reforçou a importância de discutir as novas diretrizes da política nacional.

“Ofertar cuidado de conforto e dignidade para todas as pessoas que têm algum tipo de sofrimento é essencial. A nova política nacional de cuidados paliativos, promulgada no ano passado, ainda está começando a se implementar, e poder discutir isso aqui é muito importante”, disse.

Ele explicou ainda que sua palestra tratou desde os fundamentos éticos e legais da área até o controle de sintomas no fim da vida. “Vou falar um pouquinho de tudo, desde o conceito de cuidados paliativos até as bases éticas e legais que regem nossa atuação”, completou.

Entre os destaques da programação, a comunicadora Eliza Montes compartilhou sua experiência pessoal como paciente em cuidados paliativos. “Paliativo é uma palavra que assusta, tem um estigma, ninguém quer receber esse diagnóstico. Mas quando você entende que cuidados paliativos não é morrer, e sim viver, tudo muda”, afirmou.

Eliza contou que vive há mais de três anos com câncer de mama metastático e que o suporte recebido tem sido fundamental. “Para eu estar aqui sorrindo, vivendo, sonhando, teve alguém ali nos bastidores que me deu suporte, que cuidou de mim e cuida até hoje”, disse.

O simpósio segue até o fim da tarde, com palestras e debates sobre práticas clínicas, ética e humanização, reforçando a importância de ampliar o acesso a cuidados paliativos em todo o país.

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