O ex-governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja, enfrenta um cenário político mais turbulento do que o esperado após deixar o PSDB. A saída do tradicional “ninho tucano” não significou, até o momento, a consolidação tranquila de um novo espaço de poder.
Nos bastidores da política sul-mato-grossense, comenta-se que sua chegada ao novo partido não teria ocorrido de forma consensual. Há relatos de que a articulação teria sido construída em um momento considerado inusitado, inclusive durante a ausência de lideranças influentes como Tereza Cristina, o que teria causado desconforto interno.
Veteranos da política estadual também avaliam que a mudança partidária pode ter sido estratégica além do discurso público apresentado. Circulam interpretações de que o movimento envolveria reconfiguração de alianças e aproximação com figuras consideradas estratégicas no cenário estadual e nacional.
Até o momento, no entanto, não há confirmação oficial sobre qualquer acordo político além da filiação partidária em si. O que existe é um ambiente de ruído, resistência interna e disputa por protagonismo.
Enquanto isso, o deputado Capitão Contar mantém respaldo entre eleitores mais alinhados ao campo conservador e patriota, consolidando preferência em segmentos que demonstram resistência ao retorno de figuras tradicionais da política estadual.
A realidade é que Azambuja enfrenta dois desafios simultâneos: reconstruir sua base política fora do PSDB e reduzir um índice de rejeição que cresce conforme se intensifica o debate pré-eleitoral.
Se o movimento foi ousado ou precipitado, o tempo dirá. Mas uma coisa é certa: fora do antigo ninho, o ex-governador encontra um ambiente menos previsível e muito mais competitivo.







