O teste do pezinho ampliado passou a ser ofertado pelo SUS em Mato Grosso do Sul desde 1º de janeiro, permitindo a detecção de mais de 40 doenças em recém-nascidos e ampliando a cobertura da triagem neonatal no Estado.
A mudança representa um avanço em relação ao modelo anterior, que identificava apenas sete enfermidades, e reforça a política de diagnóstico precoce na primeira infância.
O exame integra o Programa Estadual de Triagem Neonatal, vinculado ao Projeto Bem Nascer MS, e tem como foco a identificação antecipada de doenças congênitas, genéticas e metabólicas.
Entre as condições rastreadas estão atrofia muscular espinhal, imunodeficiências primárias, galactosemias e diferentes distúrbios metabólicos, que podem causar complicações graves quando não diagnosticados precocemente.
Com a ampliação, o Estado passou a oferecer gratuitamente pelo SUS um exame mais completo, antes acessível, em muitos casos, apenas na rede privada.
A secretária-adjunta de Estado de Saúde, Crhistinne Maymone, afirmou que a iniciativa amplia a proteção à primeira infância. “Estamos garantindo acesso gratuito a um exame fundamental, que permite identificar doenças ainda nos primeiros dias de vida”, disse.
A coleta deve ocorrer, preferencialmente, entre o terceiro e o quinto dia de vida do bebê, período considerado mais adequado para a identificação de alterações clínicas.
Segundo a gerente de Atenção à Saúde da Criança da Secretaria de Estado de Saúde, Cristiana Schulz, o diagnóstico precoce impacta diretamente na efetividade do cuidado. “É possível iniciar o tratamento antes do surgimento dos sintomas, evitando complicações graves”, explicou.
As amostras coletadas são analisadas pelo IPED/APAE de Campo Grande, laboratório de referência habilitado pelo Ministério da Saúde.
Além das análises, a instituição oferece acompanhamento multiprofissional às crianças diagnosticadas com alguma das doenças rastreadas.
Atualmente, cerca de 3 mil testes do pezinho são realizados mensalmente em Mato Grosso do Sul, com cobertura nos 79 municípios.
Para as famílias, a ampliação do exame representa maior segurança nos primeiros dias de vida do bebê e maior acesso ao diagnóstico precoce pelo sistema público de saúde.







